Ouço vozes. Não consigo distinguir nenhuma delas. São tantas que não consigo apanhar uma frase inteira. É como se se atropelassem umas ás outras. Um acidente. Bum! Não se percebe nada. Há algo escondido lá dentro. Quero perceber o que é. Tento por para fora. Engasguei-me. Esforço e vomito-as, são palavras. Palavras que, por sinal continuam como as vozes, sem qualquer nexo à partida. No meio de tantas palavras, sinto-me incapaz de formar uma frase. As palavras não conjugam umas com as outras. Enfim, hei-de arranjar algo…
Escuta, encontrei duas palavras que, aparentemente não se misturam, mas para mim até pode dar jeito.
- Amor e ódio – uma vez disseram-me que antes do amor, vem o ódio; eu penso que, em muitos fins de amor, o ódio retorna. E que, talvez mesmo no amor haja um certo ódio.
Ontem odiei-me por não te odiar;
Hoje amo-me por não te ter odiado ontem;
Amanhã vou me amar por te amar hoje.
Desde as vozes que se atropelavam, do sufoco até ao vómito das palavras, que tudo fazia sentido. Havia algo lá dentro. Era o…
- Sentimento escondido.
como habitual, também por aqui:
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